Na última aula de Oficina da Palavra, trabalhamos com um texto do escritor pernambucano Marcelino Freire, que entre todas as referências que nossos professores nos trazem, sem dúvida foi uma das mais marcantes.
Neste vídeo, Marcelino Freire é entrevistado pelo Jô e além de falar um pouco sobre seus trabalhos e influências, também lê um de seus textos, chamado " Um Poeminha de Amor Concreto. "
UM POEMINHA DE AMOR CONCRETO
da mesma forma que você dá o pão à mesa dá a mão um abraço da mesma
forma que você dá um aviso um acorde dá um choque um chute um salto da mesma forma que você dá uma carona um passo dá uma força um recado
da mesma forma que você dá uma bronca um tapa dá um duro uma gravata da mesma forma que você dá a luz uma ideia dá um gole uma festa da mesma
forma que você dá uma rosa um beijo dá uma bala uma moeda da mesma
forma que você dá boa tarde boa noite boas-vindas dá uma desculpa um tempo da mesma forma que você dá de cara dá de frente dá de ombros de bandinha da mesma forma que você não me dá a mínima não me dá ouvidos não me dá bola da mesma forma que você não dá o melhor de si eu dou o cu meu amor e daí
forma que você dá um aviso um acorde dá um choque um chute um salto da mesma forma que você dá uma carona um passo dá uma força um recado
da mesma forma que você dá uma bronca um tapa dá um duro uma gravata da mesma forma que você dá a luz uma ideia dá um gole uma festa da mesma
forma que você dá uma rosa um beijo dá uma bala uma moeda da mesma
forma que você dá boa tarde boa noite boas-vindas dá uma desculpa um tempo da mesma forma que você dá de cara dá de frente dá de ombros de bandinha da mesma forma que você não me dá a mínima não me dá ouvidos não me dá bola da mesma forma que você não dá o melhor de si eu dou o cu meu amor e daí